Notes on Medieval History and Others

domingo, 24 de outubro de 2010

A Gravidez na Idade Média


Um Parto Medieval...


  • O Cristianismo exalta a gravidez, pelo que a esterilidade na época medieval era considerada como uma vergonha, um pecado, sinónimo de inutilidade da pessoa.
  • A procriação era sinal de dignidade e estabilidade do vínculo conjugal.
  • A fecundidade era uma obrigação moral dos cônjuges, sobretudo da mulher, gerar filhos até morrer, além da virgindade, era a única forma de salvar a alma de uma mulher do pecado original.
  • A infertilidade feminina era causa de repúdio pelo marido.
  • Há notícia de receitas, pós, unguentos, alimentos e dietas aconselhados pelos médicos e pelos mágicos para corrigir as supostas causas da esterilidade. Assim como rituais, por exemplo acreditava-se que rodear a grávida de várias bonecas atraia o sucesso da gravidez.
  • Acreditava-se que a mulher era sempre a responsável pela infertilidade, assim como pelo nascimento de uma rapariga em vez de um filho varão.
  • Existiam até "receitas" para se obter uma gravidez de gémeos, uma delas consistia numa bebida feita de espargos cozidos e secos, leite de cabra, manteiga de vaca, mel e pimenta, que devia ser bebida em partes iguais pelo marido e pela mulher.
  • Testes de gravidez: No antigo egipto existia um teste que consistia em urinar durante alguns dias para cima de sementes de trigo ou de cevada, se a cevada crescesse nasceria um rapaz, se crescesse o trigo, seria uma rapariga. Se não crescesse nada era porque a mulher não estava grávida. Na Europa medieval, a mulher bebia água com mel antes de se deitar e se durante a noite tivesse dores à volta do umbigo era porque estava grávida. Também se podia diagnosticar através da cor da urina, descrita como "cor pálida, claro limão, tendo uma núvem na superfície", ou então misturava-se a urina com vinho.
  • Se a grávida tinha um rosto bonito e alegre, a pele limpa e movimentos ligeiros, era porque ia ter um varão. Pelo contrário, uma pele com manchas, olhos encovados e etc., significava uma menina, porque esta trazia o frio que alterava a pele da mãe e lhe congelava o sangue.
  • Dava-se grande atenção à gestação dos filhos, devido à elevada taxa de mortalidade infantil existente então. (aprox. 30% no campo e 12% na cidade).
  • Os indíces de fecundidade eram baixos, mesmo entre as fidalgas, porque existiam frequentes uniões conjugais endogâmicas. Na sua maioria as mulheres sofriam abortos naturais e eram inférteis, devido a incompatiblidades de  hormonas ou de sangue entre os esposos.
  • No campo, a má nutrição e os trabalhos violentos também não ajudavam em nada a reprodução.
  • Nos tratados de medicina medievais dava-se grande atenção à alimentação da grávida.
  • A mulher grávida era especialmente protegida na Idade Média, tinha privilégios civis e eclesiásticos,  não podia sofrer qualquer pena ou sanção. Podia ausentar-se e não participar nos actos religiosos e escusar-se a ser citada em justiça ou por ela castigada. O seu tempo não obedecia a qualquer lei, representava o tempo da gestação de Cristo no ventre de Maria. A gravidez era nesse sentido sagrada e por isso os cristãos encaravam o aborto com tanta severidade.
  • Especialmente durante a gravidez prestava-se culto à Virgem da Expectação ou Nossa Senhora do Ó.


    Obstetric hoop
    Meaning: In order to relieve the woman's back burden during pregnancy, a hoop that circumnavigated the base of the belly and the upper back and was supported on the shoulders.
    in: facebook from ACMRS (Arizona Center for Medieval and Renaissance Studies)
 Bibliografia: Oliveira, Ana Rodrigues - A Criança na Sociedade Medieval Portuguesa, teorema; The history of pregancy test quit - http://history.nih.gov/exhibits/thinblueline/timeline.html - Office off NIH History

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