Notes on Medieval History and Others
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sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Parte 10 - O Condado Portucalense

  • A doação do Condado Portucalense obrigava o conde D.Henrique a defender esse território, a continuar a reconquista para sul e à prestação de vassalagem ao rei de Leão e de Castela;
  • Apesar do juramento e de cumprir os deveres de vassalagem, D.Henrique procurou sempre manter alguma autonomia política em relação a Afonso VI.
  • Após a morte de D.Henrique, D.Teresa assume controlo sobre o Condado, mantendo-se a política autonomista do marido e alia-se à nobreza da Galiza;
  • Esta aliança causou grande preocupação aos nobres portucalenses, que temiam a anexação do Condado pelos galegos;
  • D.Afonso Henriques toma o partido dos barões do Condado e enfrenta a mãe na batalha de S.Mamede, em 1128. D.Teresa refugia-se na Galiza, D.Afonso Henriques assume o governo do Condado;
  • Empenhado em alargar os seus domínios para Sul e conquistar cada vez mais autonomia face a Castela, empreende uma política guerreira e diplomática;
  • A sul conquistou algumas cidades aos almorávidas e, em 1139, na batalha de Ourique, na qual derrota os Mouros, intitulou-se pela primeira vez Rei, declarando a independência política do Condado Portucalense;
  • D.Afonso VII, neto de D.Afonso VI, reagiu mal a esta atitude e iniciou um período de lutas.
  • Só em 1143, com a assinatura do tratado de Zamora, D.Afonso VII reconhece a independência do condado;
  • Mas, na época, só os Papas tinham o poder de ratificar a independência de um reino e a titularidade de um rei, D.Afonso Henriques procura então o apoio da Igreja Católica, levando a cabo uma acção diplomática de negociação e pressão sobre o Vaticano, que culminou com a Bula Manifestis Probatum, em 1179, na qual o Papa confirma a independência do Reino de Portugal. (ver http://medievalbrancaflor.blogspot.com/2010/10/bula-manifestis-probatum-est.html )

Bibliografia: Cyrne, Joana e Henriques, Marília - Cadernos de História 7 - Partes 3 e 4, Areal Editores

Parte 9 - A Reconquista

  • A Reconquista Cristã foi iniciada a partir das Astúrias e dos Pirenéus, estes dois núcleos vieram dar origem à formação de vários reinos:
  1. Leão
  2. Castela
  3. Navarra
  4. Aragão
  • Mais tarde os dois primeiros juntam-se formando o reino de Leão e Castela;
  • As fronteiras destes reinos foram sofrendo avanços e recuos, determinados por momentos políticos favoráveis ou desfavoráveis pelos quais passavam Cristãos e Muçulmanos;
  • Durante o séc.X, a força militar do califado de Córdova obrigou os Cristãos a recuarem inúmeras vezes;
  • Após a desintegração do califado, no séc. XI e posterior divisão em pequenos reinos de taifas, os Cristãos vão poder avançar para sul e ocupar vastos territórios;
  • Assustados com os progressos cristãos, os reinos de taifas pediram ajuda aos almorávidas (guerreiros fanáticos do Norte de África) que, ao chegarem à Península, derrotaram os Cristãos, acabando por unificar e dominar todo o Al-Andaluz;
  • Perante a ameaça dos almorávidas e o recuo das fronteiras para Norte, o rei de Leão e Castela, Afonso VI, solicitou apoio militar aos Francos e à Igreja Católica;
  • A Santa Sé concedeu à Reconquista, em 1064, o estatuto de Cruzada;
  • Foi neste contexto que, com a intervenção da Ordem de Cluny e da Igreja, o rei dos Francos enviou os condes D.Raimundo e D.Henrique, acompanhados por cruzados, para ajudar na luta contra os infiéis;
  • Pelo empenho e serviços prestados por estes nobres franceses, Afonso VI concedeu-lhes a mão das suas filhas, D.Teresa e D.Urraca, em casamento;
  • O conde D.Henrique casou com D.Teresa, em 1094, e o rei de Leão e Castela fez-lhe a doação de um feudo hereditário, o Condado Portucalense, que incluía as terras entre o rio Minho e o sul de Coimbra.
Bibliografia: Cyrne, Joana e Henriques, Marília - Cadernos de História 7 - Partes 3 e 4, Areal Editores