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sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Cronologia/Resumo - Reinado de Afonso Henriques

1107 Morre D. Raimundo


1109
Nasce D. Afonso Henriques (talvez em Viseu, 15 de Agosto).
Morre Afonso VI de Leão e Castela (29 de Junho).
D. Urraca casa com Afonso I de Aragão


1111
Afonso Raimundes é coroado rei da Galiza (Setembro), pelo bispo Gelmírez, para evitar que Afonso de Aragão tomasse posse da Galiza.
Os almorávidas conquistam Santarém e ameaçam Coimbra.
Henrique V é coroado Sacro Imperador Romano-Germânico.


1112
O conde D. Henrique morre em Astorga (22 de Maio).
S. Bernardo entra no mosteiro de Cister



1113

É aprovada a Ordem do Hospital, em Jerusalém.


1114
Sentença de separação entre D. Urraca e Afonso I de Aragão



1115
S. Bernardo funda o mosteiro de Claraval


1116
Os sarracenos cercam Coimbra (Julho). 
Revolta Galaico-Portuguesa de Pedro Froilaz de Trava e D. Teresa contra Urraca de Leão e Castela e Diego Guelmírez para garantir a autonomia dos condados da Galiza e Portucalense frente à rainha castelhano-leonesa.


1117
D. Teresa intitula-se rainha (Maio).
Novo cerco de Coimbra (Junho).




1118
Paio Mendes é sagrado Arcebispo de Braga, em Segóvia (primavera).
Maurício Burdino (Anterior Arcebispo de Braga) torna-se antipapa (reclama o título de Papa, em oposição a um Papa legitimamente eleito) Gregório VIII contra Gelásio II (Março).
Balduíno II torna-se rei de Jerusalém.


1119
Início do pontificado de Calisto II (2 de Fevereiro).




1120

Fundação dos Templários em Jerusalém.




1121
Fernão Peres de Trava encontra-se na corte de D. Teresa (Janeiro).



1122
Os Senhores de Ribadouro, da Maia, etc., abandonam a corte de D. Teresa (Novembro).
Pedro, o venerável é nomeado Abade de Cluny.



1123
Concordata de Worms (tratado entre o Papa Calisto II e o Sacro Imperador Henrique V) - posteriormente confirmada no Concílio de Latrão. 



1124
Afonso Raimundes é armado cavaleiro em Compostela (25 de Maio).
Luís VI de França vence o imperador Henrique V, aliado da Inglaterra.
Morte do Papa Calisto II (13 de Dezembro).




1125 
Afonso Henriques é armado cavaleiro em Zamora (17 de Maio)
Outros Fidalgos abandonam a corte. 
Morre o Imperador Henrique V
Nasce Mafalda de Sabóia e Maurienne 


1126
Morre D. Urraca (8 de Março), sucede-lhe Afonso VII



1127
Cerco de Guimarães por Afonso VII (Setembro ou Outubro). 
Primeiros actos de soberania de Afonso Hnriques
Afonso VII de Leão e Castela casa com D. Berengária (Novembro).



1128
Doação de Soure aos Templários (19 de Março).
Batalha de S. Mamede (24 de Junho).


1129
Aprovação dos Templários (13 de Janeiro).





1130
Fernão Peres Cativo nomeado alferes-mor (antes de Julho).
Morre D. Teresa (1 de Novembro).
Morte de Ibn Tumart fundador do movimento almóada. 
Inocêncio II eleito papa; Cisma de Anacleto (Fevereiro).



1131
Início da construção de Santa Cruz de Coimbra (28 de Junho).
Morte de Baldíno II, rei de Jerusalém. Sucede-lhe Foulque I. 




1132
Início da vida comunitária em Santa Cruz de Coimbra (24 de Fevereiro).





1134
Afonso Henriques constrói o castelo de Celmes, depois destruído por Afonso VII (primavera).
Morre Afonso I de Aragão (11 de Setembro).





1135

Morte de Ermígio Moniz (depois de Agosto)

Construção do Castelo de Leiria (10 de Dezembro)

Concílio de Pisa (30 de Maio) - Tentativa de acabar com o cisma do ocidente (entre Gregório XII e Bento XII). 





1136

Egas Moniz nomeado mordomo-mor (antes de Março) 
Fossado de Ladeia (verão)
João Peculiar eleito Bispo do Porto (10 de Junho)
Morte de Telo, fundador de S. Cruz (9 de Setembro)
Concílio de Burgos, na hispânia, presidido pelo cardeal Guido de Vico




1137

Peculiar sagrado Bispo do Porto.
Pacto de Tui (4 de Julho).
Morte de Luís VI, sucede-lhe Luís VII (casa com Leonor da Aquitânia).





1138

Morte do Arcebispo Paio Mendes, sucede-lhe João Peculiar





1139

Batalha de Ourique (25 de Julho).
Segundo concílio de Latrão (3 de Abril).





1140

Destruição do castelo de Leiria.
Ataque sarraceno marítimo ao Porto.
Morte de Diego Guelmírez (6 de Abril).




1141

Recontro de Valdevez (Fevereiro/Março).






1143

Cardeal Guido de Vico em Coimbra
Tratado de Zamora ( 4/5 de Outubro).
Miles Santi Petri (13 de Dezembro).
Revolta em Roma contra o Papa.
Morte de Inocêncio II, sucede-lhe Celestino III ( Setembro).
Morte do Emir Ali b. Yusuf, sucede-lhe Tashufin b Ali (Janeiro).




1144

Peculiar na curía Papal
Bula devotionem tuam (1 de Maio).
Ataque mouro a Soure e massacre dos templários (verão).
Reconstrução do castelo de Leiria.





1145

Morte do Emir Tashufin, sucede-lhe Ibrahim e a este Ishaq.
Apelo de Eugénio III à cruzada (1 de Dezembro).





1146

Casamento de Afonso Henriques com Mafalda de Sabóia (3 de Março).
Morte de Egas Moniz (3 de Agosto).
Fernão Peres Cativo nomeado mordomo-mor (depois de Agosto).
Nova bula de cruzada.
Início da pregação da II cruzada por São Bernardo em Vezelay (3 de Março).




1147

Nascimento do príncipe Henrique (5 de Março).
Conquista de Santarém e Lisboa (15 de Março e 25 de Outubro).
Morre o último emir almorávida.
S. Bernardo termina a pregação da cruzada. 






1148

Nasce a infanta Urraca
Viagem de Peculiar a Roma (verão).
Amadeu III, pai da rainha Mafalda morre em Chipre durante a II cruzada (Abril).
Concílio de Reims





1151

Nasce a Infanta Teresa
Peculiar na cúria Papal






1152

Fundação do Mosteiro de Alcobaça 
Morte do imperador Conrado III, sucede-lhe Frederico Barba Ruiva








1153

Nasce a Infanta Mafalda
Peculiar na cúria Papal
Morte de S.Bernardo







1154

Reunião do cardeal Jacinto em Braga com os bispos e o rei (antes de Novembro).
Nasce D.Sancho I (11 de Novembro).
Morte de Estevão, rei de Inglaterra sucede-lhe Henrique II.







1155

Morte de Fernão Peres Cativo
Morte do príncipe Henrique (Junho).
Ataque almóada a Trancoso.







1156

Nasce o Infante João.





1157

A. Henriques ataca Alcácer do sal com a ajuda de Teodorico da Alsácia (Julho).
Nasce a Infanta Sancha (24 de Novembro).
Morre a rainha Mafalda (3 de Dezembro).
Morre Afonso VII (21 de Agosto), sucedem-lhe Fernando II de Leão e Sancho III de Castela. 
Peculiar na cúria papal.








1158

Incursões de A. Henriques na Galiza (Setembro).
Acordo de tréguas com Afonso II (14 de Novembro).
Fundação da Ordem de Calatrava na Hispânia.
Tratado de Sahagún entre Fernando II de Leão e Sancho III de Castela (23 de Maio).
Morte de Sancho III (31 de Agosto).


1159

A. Henriques ocupa Tui.
Morte de Adriano IV, sucede-lhe Alexandre III.
Cisma de Victor IV.






1160

Contrato de casamento da Infanta Mafalda com Afonso II de Aragão (30 de Janeiro).
Conquista de Alcácer do Sal (24 de Junho).
A. Henriques promete a Fernando II abandonar Tui (Dezembro).






1162

Morte de S.Teotónio (18 de Fevereiro).
Conquista de Beja pelos cavaleiros-vilãos de Santarém (30 de Novembro).
Ruptura do contrato de casamento da Infanta Mafalda. 






1163

Canonização de S. Teotónio (18 de Fevereiro).
Morte do Infante João.
Fernando II vence A.Henriques em Argañara (verão).






1164

Morte de Victor IV, continua o cisma.







1165

Campanha de A. Henriques na Galiza (primavera).
Casamento de Urraca Afonso com Fernando II (Junho).
Conquista de Évora (Setembro).
Geraldo conquista Trujillo (15 de Abril), Évora (Setembro) e Cáceres (Dezembro).
Ocupação de Roma por Frederico Barba Ruiva. 







1166

Conquista de Moura, Serpa e Juromenha.
Geraldo conquista Montánchez e Serpa (Março).







1168

Pacto de Fernando II com os almóadas (Setembro).
Formação da Liga Lombarda. 






1169

Desastre de Badajoz (Maio-Junho).
A.Henriques prisioneiro de Fernando II (Julho-Agosto).
Convalescença em Lafões (Setembro-Novembro).
Novo chanceler Pedro Feijão (depois de Setembro).
Cúria Régia (13 de Novembro).









1170

Sancho I armado cavaleiro em Coimbra (15 de Agosto).
Tentativa de recuperar Badajoz (Novembro).
Criação da Ordem de Santiago (1 de Agosto).
Acordo do Papa Alexandre III com a Liga Lombarda.








1172

Geraldo conquista Beja (Agosto).
Legação do Cardeal Jacinto.









1173

Geraldo arrasa Beja (Janeiro).
Relíquias de S.Vicente chegam a Lisboa (15 de Setembro).
Tréguas entre Afonso Henriques e os Almóadas (Outubro).








1174

Sancho I casa com Dulce de Aragão.







1175

Nasce a Infanta Teresa Sanches
Criação da Ordem de Évora (depois de Março).
Morte de João Peculiar em Braga (3 de Dezembro).
Anulação do casamento de Fernando II com Urraca Afonso. 







1178

Fossado de Sancho I contra Triana (verão).






1179

Testamento de A. Henriques (Fevereiro).
Ataque almóada ao castelo de Abrantes. 
Sancho I ataca Ciudad Rodrigo, derrotado na batalha de Arganal (Agosto).
IV Concílio de Latrão (5-19 de Março).
Bula Manifestis Probatum Est 








1180
Ataque marítimo Almóada a Porto de mós ou cabo Espichel (Junho-Julho).
Fuas Roupinho e frota portuguesa derrotados em frente de Silves. 
Morte de Luís VII, sucede-lhe Filipe Augusto.







1181
Novo chanceler mestre Julião (depois de Abril).
Cerco de Évora pelos almóadas e destruição do castelo de Coruche (Maio-Junho).
Morte de Alexandre III, sucede-lhe Lúcio III.







1184

Cerco de Santarém pelos Almóadas (Junho-Julho).
Casamento de D. Teresa com Filipe da Alsácia (Agosto).








1185

Afonso Henriques morre em Coimbra (6 de Dezembro).
Urbano II eleito Papa (25 de Novembro).

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

História Medieval Geral - Ideias Chave

  1. Idade Média: Período da História Europeia que tem início no século V(476 d.C.), e termina no século XV com o Renascimento (queda do Império Romano do Oriente, queda de Constantinopla - 1453 d.C.); Durou cerca de 1000 anos;
  2. 476 d.C. - as Invasões dos povos bárbaros atingiram toda a Europa, causando o fim do Império Romano do Ocidente; O período conturbado das invasões produziu efeitos negativos na economia europeia. Surgiu o Reino Visigodo e Suevo na Península Ibérica.
  3. Foi com o Imperador Constantino que o Cristianismo atingiu o estatuto de religião oficial do Império Romano. As invasões germânicas e todo o processo de desagregação do Império Romano resultaram num ambiente de insegurança que fez nascer, nas populações, a ideia de que a igreja era a única instituição capaz de lhes dar segurança.
  4. Após um período de calma, a Europa enfrenta, entre os séc.VIII e IX, uma segunda vaga de invasões. Entre 711 e 715, os Muçulmanos, oriundos do Norte de África, atravessando o Estreito de Gibraltar, ocuparam a Península Ibérica, iniciando uma onda de ataques e pilhagens nas costas francesa e italiana, o que originou uma quebra do comércio europeu com o Oriente.
  5. A presença Árabe nas regiões conquistadas evidenciou intensos contrastes civilizacionais. No entanto, para as áreas dominadas, essa presença resultou num enriquecimento cultural e científico em vários domínios.
  6. Os Muçulmanos (significa crente em árabe) são um povo originário da Península Arábica.
    No séc. VIII, este território era habitado por um conjunto de tribos nómadas, povos desconhecedores de qualquer tipo de unidade política e religiosa.
    Foi neste contexto que se destacou Maomé, um jovem pastor, nascido em 520.
    Segundo a lenda, Maomé recebeu do anjo Gabriel a revelação de que era o profeta escolhido para pregar a palavra de Alá, o Deus do Islão.
  7. A instabilidade e a violência provocadas pelas sucessivas invasões, e os conflitos constantes entre as famílias dominantes, conduziram, ao longo dos séculos VI a IX, na Europa, a transformações que tiveram consequências na vida das populações.
  8. A Europa, entre os séc. IX e XII era, fundamentalmente rural.
    A população, que se sentia insegura e desprotegida, refugiou-se no campo onde praticava uma economia de subsistência, o que levou à progressiva ruralização da vida económica e social. Os monarcas, necessitando da ajuda militar da nobreza e do clero para fazerem face às constantes lutas e invasões, doaram-lhes terras e benefícios, fragmentando e enfraquecendo o poder régio.
  9. A segurança dos castelos e dos mosteiros das zonas rurais atraíam as populações dos centros urbanos. Aí passaram a ficar na dependência dos donos das terras. As grandes propriedades (latifúndios), que pertenciam à aristocracia, passaram a concentrar toda a actividade das populações que aí viviam. A posse da terra era a base do domínio senhorial, espaço que o senhor explorava economicamente e sobre o qual exercia o poder administrativo e judicial.
  10. A sociedade senhorial assentava em hierarquias rigidamente estabelecidas e estava organizada em três ordens: clero, nobreza e povo. Dos critérios para se pertencer a uma destas ordens faziam parte: a origem familiar, a riqueza proveniente da posse da terra e o desempenho de cargos. As desigualdades sociais acentuadas por estes critérios, conduziram à existência de dois grandes grupos na sociedade medieval: Os privilegiados e os não privilegiados;
  11. Contrato de Vassalagem: Estabelecimento de uma rede de relações e laços de dependência entre os vários estratos sociais, com base em compromissos mútuos de carácter material e moral.
    Esses laços de dependência estabeleciam-se entre o rei e os grandes senhores, entre estes e outros nobres de menor riqueza e poder e, ainda, entre estes e as populações que viviam no mesmo território, numa cadeia sucessiva de acordos que mantinham a sociedade coesa.
  12. Em 711, o exército muçulmano, comandado por Tarik, venceu as tropas cristãs na batalha de Guadalete, no sul de Espanha, e progrediu rapidamente para norte, sem encontrar grande resistência da parte dos Visigodos. Com a ajuda de reforços, os Muçulmanos chegaram facilmente aos Pirenéus e tentaram continuar o seu movimento expansionista para o reino dos Francos, mas foram derrotados na batalha de Poitiers, em 732.
  13. Os primeiros núcleos de resistência à ocupação árabe da Península, foram organizados pelos Cristãos, que estavam refugiados nas Astúrias e nos Pirenéus. A partir daí, os Cristãos iniciam um processo de resistência e reconquista da península, que irá durar perto de oito séculos.
  14. Durante várias centenas de anos coabitaram na Península Ibérica duas religiões e duas culturas muito diferentes: a cristã e a muçulmana. As populações cristãs, que viviam sob o domínio muçulmano, mantendo muitos dos seus costumes (mantendo a sua religião) a troco do pagamento de impostos aos novos ocupantes, chamavam-se moçárabes.
  15. Na Península Ibérica, os contrastes entre o Sul islâmico e o Norte cristão eram bem visíveis: O Sul era urbano e mercantil, O Norte, montanhoso e pouco povoado, era rural e com economia de subsistência.
  16. As fronteiras dos reinos nas Astúrias e nos Pirenéus foram sofrendo avanços e recuos, determinados por momentos políticos favoráveis ou desfavoráveis pelos quais passavam Cristãos e Muçulmanos;
  17. Após a desintegração do califado, no séc. XI e posterior divisão em pequenos reinos de taifas, os Cristãos vão poder avançar para sul e ocupar vastos territórios; Assustados com os progressos cristãos, os reinos de taifas pediram ajuda aos almorávidas (guerreiros fanáticos do Norte de África) que, ao chegarem à Península, derrotaram os Cristãos.
  18. Perante a ameaça dos almorávidas e o recuo das fronteiras para Norte, o rei de Leão e Castela, Afonso VI, solicitou apoio militar aos Francos e à Igreja Católica; A Santa Sé concedeu à Reconquista, em 1064, o estatuto de Cruzada; Foi neste contexto que, com a intervenção da Ordem de Cluny e da Igreja, o rei dos Francos enviou os condes D.Raimundo e D.Henrique, acompanhados por cruzados, para ajudar na luta contra os infiéis;
  19. O conde D.Henrique casou com D.Teresa, em 1094, e o rei de Leão e Castela fez-lhe a doação de um feudo hereditário, o Condado Portucalense, que incluía as terras entre o rio Minho e o sul de Coimbra.
  20. A doação do Condado Portucalense obrigava o conde D.Henrique a defender esse território, a continuar a reconquista para sul e à prestação de vassalagem ao rei de Leão e de Castela; Apesar do juramento e de cumprir os deveres de vassalagem, D.Henrique procurou sempre manter alguma autonomia política em relação a Afonso VI.
  21. Após a morte de D.Henrique, D.Teresa assume controlo sobre o Condado, mantendo-se a política autonomista do marido e alia-se à nobreza da Galiza; Esta aliança causou grande preocupação aos nobres portucalenses, que temiam a anexação do Condado pelos galegos; D.Afonso Henriques toma o partido dos barões do Condado e enfrenta a mãe na batalha de S.Mamede, em 1128. D.Teresa refugia-se na Galiza, D.Afonso Henriques assume o governo do Condado;
  22. A sul conquistou algumas cidades aos almorávidas e, em 1139, na batalha de Ourique, na qual derrota os Mouros, intitulou-se pela primeira vez Rei, declarando a independência política do Condado Portucalense; D.Afonso VII, neto de D.Afonso VI, reagiu mal a esta atitude e iniciou um período de lutas. Só em 1143, com a assinatura do tratado de Zamora, D.Afonso VII reconhece a independência do condado;
  23. D.Afonso Henriques procura então o apoio da Igreja Católica, levando a cabo uma acção diplomática de negociação e pressão sobre o Vaticano, que culminou com a Bula Manifestis Probatum, em 1179, na qual o Papa confirma a independência do Reino de Portugal.
  24. Os reis que lhe sucederam continuaram a conquista do do território português para sul, até atingirem o Algarve. Região conquistada aos Mouros por D.Afonso III, depois da tomada aos Mouros de Silves e Faro, em 1249; Após o fim da Reconquista, o esforço de D.Afonso III dirigiu-se para acções de povoamento, que permitissem fixar populações a estes territórios, muitos dos quais ermos;
  25. Com as fronteiras de Portugal consolidadas pelo seu pai, D.Dinis vai finalmente acertar com os Castelhanos as fronteiras a leste; Em 1297, pelo tratado de Alcanises, Portugueses e Castelhanos acordam as fronteiras entre os dois países, que irão manter-se praticamente até aos dias de hoje.