Notes on Medieval History and Others
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sexta-feira, 26 de novembro de 2010

História do Aniversário

  • A história da comemoração do aniversário remonta aos povos pagãos, antes do Cristianismo. Estes povos acreditavam que os maus espíritos visitavam as pessoas neste dia, pelo que esta pessoa devia ter uma grande festa à sua volta para os espantar e quanto mais barulhenta, melhor; Se um convidado levasse presentes, isso era considerado um acto de boa sorte para o aniversariante;
  • Somente a partir do século IV quando a Igreja começou a celebrar o nascimento de Cristo é que este costume foi aceite entre os Cristãos e o hábito ressurgiu;
  • O bolo de aniversário e a celebração de datas importantes com doces surgiu com probabilidade também dos cultos pagãos aos deuses, nomeadamente numa oferta feita de pão e mel, redonda como a lua, feita à deusa Artémis, na Grécia antiga;
  • Mas esta teoria é contrariada por outros historiadores que consideram ter o bolo de aniversário surgido de um costume da Alemanha medieval, onde era feito um pão doce com o formato do menino Jesus no Natal, que posteriormente foi também feito para comemorar os aniversários das crianças;
  • As velas de aniversário eram, mais uma vez, costume pagão: considerava-se que no seu aniversário a pessoa estava mais próxima do seu espírito, pelo que as velas eram um ritual a pedir protecção ao mesmo;
  • Na idade média, os camponeses alemães acordavam os filhos com um bolo, para que eles apagassem as velas ao acordar;
  • Havia sempre uma vela a mais que o número do aniversário, sinal de luz da vida;
  • Na Inglaterra medieval costumavam colocar-se coisas simbólicas nos bolos, como anéis, moedas e dedais, quem encontrasse a moeda ou o anel era sortudo, enquanto quem encontrasse o dedal, dizia-se que nunca casaria;
  • Os bolos eram muito semelhantes ao pão, feitos com mel e enriquecidos com frutas secas e nozes; Os padeiros da Europa medieval faziam bolos de frutas e pães de gengibre que podiam durar meses!
  • A arte de fazer bolos só foi desenvolvida muito mais tarde, a meio do século XVII;


Bibliografia: Anónimo - http://www.tokenz.com/history-of-birthday-cake.html; http://www.tokenz.com/history-of-birthday.html; Moriah, Diana - A origem dos aniversários in http://recantodasletras.uol.com.br/pensamentos/2615042;

sexta-feira, 27 de março de 2009

A Páscoa

  • Páscoa vem do hebraico "Pessach" que, significa "passagem", expressão comum às celebrações pagãs (passagem do inverno para a primavera) e judaicas (da escravatura no Egipto para a liberdade na Terra prometida).
  • A morte de Cristo acontece em 14 de Nissan (1ºmês do calendário religioso judaico), dia do início de Pessach. A última ceia de Cristo teria sido um Seder de Pessach (jantar cerimonial judaico que recorda a libertação do povo de Israel).
  • Segundo a tradição cristã sustentada no Novo Testamento, Jesus ressuscitou num Domingo, de onde surgiu a prática da missa de Domingo (Dia do Senhor).
  • Muitos dos actuais símbolos ligados à Páscoa (especialmente os ovos e os coelhos) são resquícios culturais das festividades de primavera em honra de Eostre, que depois foram assimilados às celebrações cristãs do Pessach, depois da cristianização dos pagãos germânicos. Contudo, já os persas, judeus, romanos e arménios tinham o hábito de oferecer e receber ovos coloridos por esta época.
  • Ocorria no equinócio da primavera, um ritual onde os participantes pintavam e decoravam ovos (símbolo da fertilidade) e os escondiam e enterravam em tocas nos campos. Este ritual foi adaptado pela Igreja Católica, no principio do 1º milénio depois de Cristo, fundindo-a com a festa da Páscoa.
  • A data da Páscoa foi fixada no primeiro concílio de Nicéia, no ano de 325. Assim, a Páscoa cristã é comemorada (segundo o costume da Idade Média e da Europa) no primeiro domingo após a primeira Lua cheia da Primavera (no Hemisfério Sul, Outono), a data ocorre entre os dias 22 de Março e 25 de Abril.
  • Uma Santa Páscoa para todos!

Bibliografia: http://pt.wikipedia.org/wiki/P%C3%A1scoa;

sábado, 27 de dezembro de 2008

História do Ano Novo

  • A primeira comemoração ocorreu na Mesopotâmia por volta de 2.000 a.C. e era conhecida como "Festival de Ano Novo".
  • Na Babilónia, a festa começava na primavera por ocasião do equinócio, ou seja: no ponto ou momento em que o Sol, ao descrever a eclíptica, corta o equador, fazendo com que os dias sejam iguais às noites. - No calendário actual, isto ocorre a 19 de Março.
  • Os assírios, persas, fenícios e egípcios comemoravam o ano novo no mês de Setembro (dia 23). Já os gregos, celebravam o início de um novo ciclo entre os dias 21 ou 22 do mês de Dezembro e utilizavam um bebé como tradição simbólica do Ano Novo, desfilando com ele em homenagem a Dionísio, o deus do vinho. O ritual representava o espírito da fertilidade pelo renascimento anual desse mesmo deus.
  • Os romanos foram os primeiros a estabelecerem um dia no calendário para a comemoração desta grande festa (753 a.C. - 476 d.C.) O ano começava em 1º de Março, mas foi trocado em 153 a. C. para 1º de Janeiro e mantido no calendário juliano, adoptado em 46 a. C.
  • Na Idade Média, o 1º de Janeiro foi abolido: Na Europa Medieval, as celebrações que acompanhavam o Ano Novo eram consideradas pagãs e nada próprias para um Cristão e em 567, o Concílio de Tours aboliu o 1º de Janeiro como o começo do ano. Em diversos tempos e lugares o ano novo era celebrado a 25 de Dezembro com o nascimento de Cristo, ou no dia 1 ou 25 de Março , na Festa da Anunciação ou ainda na Páscoa.
  • Desde o começo do século XVI, o Ano Novo era festejado em 25 de Março, data que marcava a chegada da primavera. As festas duravam uma semana e terminavam no dia 1º de Abril.
  • Em 1582 a Igreja Católica consolidou a comemoração, quando adoptou o calendário gregoriano com Papa Gregório XIII, que instituiu o 1º de Janeiro como o primeiro dia do ano.
  • Curiosidade: Porque é que na língua inglesa, a mesma palavra que serve para dizer “um brinde” (toast) significa “torrada”? Na França medieval, o vinho não era tão bom quanto é hoje. Para torná-lo mais saboroso em festas e casamentos, pedaços de torradas temperadas ficavam flutuando na taça de vinho. Segundo a tradição, aquele que fosse capaz de beber mais rápido sua taça e engolir a torrada teria direito de fazer um breve discurso. Os discursos, que serviam para agradecer ao anfitrião ou homenagear a noiva, tornaram-se conhecidos como “toasts” (torradas).

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

O Natal na Época Medieval


  • Há cerca de dez mil anos os povos agricultores trocavam presentes, normalmente excedentes alimentares, como forma de celebrarem o facto de o inverno já ir a meio. 

  • Em meados do séc. IV, o Papa Júlio I, estipulou que a data oficial do nascimento de Cristo seria 25 de Dezembro. A escolha visou substituir as antigas festas pagãs do solstício de inverno, e assim a Igreja Cristã absorveu-as e converteu este costume, passando o mesmo a simbolizar a entrega de oferendas ao Menino Jesus pelos Reis Magos.

  • Nos tempos medievais, a ave especial servida às mesas pelos nobres pelo Natal era um ganso, um pavão ou um cisne. No séc. XVI veio do outro lado do atlântico o peru, que acabou por retirar protagonismo às outras aves.

  • Do tempo do Papa São Gregório Magno (560-604) vem o costume de ornar um pinheiro na época de Natal. Mais uma vez, foi usado para Cristianizar povos bárbaros, que tinham o costume de adorarem árvores e de lhes oferecerem sacrifícios...Os missionários e monges aproveitaram então a forma triangular do pinheiro para lhes explicar o mistério da santíssima trindade.

  • A primeira árvore de Natal remonta ao longínquo ano 615. O monge São Columbano, irlandês, fora à França para abrir mosteiros, mas a indiferença dos habitantes era desanimadora. Numa noite de Natal, ele teve a ideia de cortar um pinheiro, única árvore verde nessa época do ano e iluminou-a com tochas. A aldeia em peso correu a ver a maravilha e então ele pregou o nascimento do menino Jesus.
  • Os mercados medievais de Natal enchiam de alegria as praças das cidades, aldeias, palácios e choupanas da Idade Média. Cheiros de ervas, amêndoas torradas, vinho, cravo, canela, incenso e resina de pinheiro. Enfeites natalícios, luz de vela, utensílios de madeira, tudo de aspecto material rude.
  • São Nicolau, o verdadeiro Pai Natal, era bispo de Myra, no largo da Turquia, do séc. IV. um dia soube de um pagão que tinha três filhas mas não tinha dinheiro para as casar e que tinha decidido vendê-las ou alugá-las para a prostituição, após as festas Cristãs do Natal. Então na calada da noite, o bispo atirou pela janela três saquinhos com dinheiro aos pés da cama de cama de cada uma delas. Os homens medievais eram devotos a S.Nicolau, por este e outros milagres.

  • Um inocente jogo de crianças, praticado em Dezembro durante as festas, consistia em escolher o rei, tirando-o à sorte com favas. A Igreja passou a relacionar aquele jogo com a Natividade e determinou a criação do Dia de Reis, simbolizado por uma fava introduzida num bolo cuja receita se desconhece.

  • O bacalhau, tradição no Natal, teve origem na Idade Média, devido às rigorosas proibições da igreja, em que se tinham de respeitar os dias de jejum. O consumo de bacalhau era incentivado pelos comerciantes nos dias de jejum.

  • O Presépio surgiu no séc. XIII, pela mão de S. Francisco de Assis, que quis celebrar o Natal de forma mais realista: montou um presépio de palha, com uma imagem do menino Jesus rodeado de animais reais. O sucesso desta representação na Noite de Natal de 1223, rapidamente se espalhou por toda a parte.