- A doação do Condado Portucalense obrigava o conde D.Henrique a defender esse território, a continuar a reconquista para sul e à prestação de vassalagem ao rei de Leão e de Castela;
- Apesar do juramento e de cumprir os deveres de vassalagem, D.Henrique procurou sempre manter alguma autonomia política em relação a Afonso VI.
- Após a morte de D.Henrique, D.Teresa assume controlo sobre o Condado, mantendo-se a política autonomista do marido e alia-se à nobreza da Galiza;
- Esta aliança causou grande preocupação aos nobres portucalenses, que temiam a anexação do Condado pelos galegos;
- D.Afonso Henriques toma o partido dos barões do Condado e enfrenta a mãe na batalha de S.Mamede, em 1128. D.Teresa refugia-se na Galiza, D.Afonso Henriques assume o governo do Condado;
- Empenhado em alargar os seus domínios para Sul e conquistar cada vez mais autonomia face a Castela, empreende uma política guerreira e diplomática;
- A sul conquistou algumas cidades aos almorávidas e, em 1139, na batalha de Ourique, na qual derrota os Mouros, intitulou-se pela primeira vez Rei, declarando a independência política do Condado Portucalense;
- D.Afonso VII, neto de D.Afonso VI, reagiu mal a esta atitude e iniciou um período de lutas.
- Só em 1143, com a assinatura do tratado de Zamora, D.Afonso VII reconhece a independência do condado;
- Mas, na época, só os Papas tinham o poder de ratificar a independência de um reino e a titularidade de um rei, D.Afonso Henriques procura então o apoio da Igreja Católica, levando a cabo uma acção diplomática de negociação e pressão sobre o Vaticano, que culminou com a Bula Manifestis Probatum, em 1179, na qual o Papa confirma a independência do Reino de Portugal. (ver http://medievalbrancaflor.blogspot.com/2010/10/bula-manifestis-probatum-est.html )
Bibliografia: Cyrne, Joana e Henriques, Marília - Cadernos de História 7 - Partes 3 e 4, Areal Editores
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