Leão
Castela
Navarra
Aragão
Mais tarde os dois primeiros juntam-se formando o reino de Leão e Castela;
As fronteiras destes reinos foram sofrendo avanços e recuos, determinados por momentos políticos favoráveis ou desfavoráveis pelos quais passavam Cristãos e Muçulmanos;
Durante o séc.X, a força militar do califado de Córdova obrigou os Cristãos a recuarem inúmeras vezes;
Após a desintegração do califado, no séc. XI e posterior divisão em pequenos reinos de taifas, os Cristãos vão poder avançar para sul e ocupar vastos territórios;
Assustados com os progressos cristãos, os reinos de taifas pediram ajuda aos almorávidas (guerreiros fanáticos do Norte de África) que, ao chegarem à Península, derrotaram os Cristãos, acabando por unificar e dominar todo o Al-Andaluz;
Perante a ameaça dos almorávidas e o recuo das fronteiras para Norte, o rei de Leão e Castela, Afonso VI, solicitou apoio militar aos Francos e à Igreja Católica;
A Santa Sé concedeu à Reconquista, em 1064, o estatuto de Cruzada;
Foi neste contexto que, com a intervenção da Ordem de Cluny e da Igreja, o rei dos Francos enviou os condes D.Raimundo e D.Henrique, acompanhados por cruzados, para ajudar na luta contra os infiéis;
Pelo empenho e serviços prestados por estes nobres franceses, Afonso VI concedeu-lhes a mão das suas filhas, D.Teresa e D.Urraca, em casamento;
O conde D.Henrique casou com D.Teresa, em 1094, e o rei de Leão e Castela fez-lhe a doação de um feudo hereditário, o Condado Portucalense, que incluía as terras entre o rio Minho e o sul de Coimbra.
Bibliografia: Cyrne, Joana e Henriques, Marília - Cadernos de História 7 - Partes 3 e 4, Areal Editores
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