Notes on Medieval History and Others

sábado, 29 de novembro de 2008

Capítulo I - Alimentação

  • Alimentação Pobre
  • Quantidade em vez de qualidade
  • Deficiente em vitamina D, A e C (débil resistência às infecções, doenças do fígado, dos rins e dos olhos, escorbuto).

  • Baseada em alimentos frescos – A primavera e o verão traziam a qualidade e a quantidade que outras estações não tinham.
  • Os alimentos quando não consumidos frescos eram conservados através de:
    • Fumeiro
    • Salga
    • Vinagre
    • Cristalização
    • Seca ao sol
    • Cozinhados em pastas, marmeladas e doces.
    • Colocados em mostarda e outras especiarias ou azeite (incluindo a fruta, os legumes, a carne, o peixe, os produtos lácteos, os ovos, as nozes).
  • Alternância entre dias magros e excessos absurdos!
Refeições
  • Jantar: 10 e 11h da manhã no séc. XIV, 8 e 9h nos séc. anteriores; (3 pratos, sem contar sopas, acompanhamentos ou sobremesas - Rei, nobreza e alto-clero).
  • Ceia: 6 ou 7 horas da tarde (2 pratos).
Base - Carne
  • Carnes gordas (vaca, porco, carneiro, cabrito).
  • Caça (gamo, zebro, cervo, lebre, urso; aves: perdiz, abetarda, gru, pato bravo, cerceta, garça, maçarico, fuselo, sisão, galeirão, calhandra, etc).
  • Criação (galinhas, patos, gansos, pombos, pavões, faisões, rolas, coelhos).
  • Boa parte dos pagamentos que o vilão era obrigado a fazer ao seu senhor era feita em caça e criação.
  • O Senhor recebia tanta carne que uma lei de 1340 lhe proibia de comprar carne no mercado.
  • Enchidos Vários (chouriços, linguiças, etc.)
  • A forma mais frequente de cozinhar carne era assá-la no espeto(Assado).
  • Cozido (carne cozida)
  • Desfeito (carne picada)
  • Estufado (carne estufada)
  • Badulaque (espécie de caldeirada de carneiro).
Peixe
  • Base da alimentação, especialmente nas classes menos abastadas.
  • 68 dias no ano de abstinência de carne para todos os Católicos -Nada de carne, ovos, queijos, manteiga, banha, vinho e até peixe gordo! Substituídos por mariscos ou peixes pequenos, fruta e ervilhas;
  • Pescada, sardinha, congros, sáveis, salmonelas e lampreias;
  • Ruivos, pargos, atuns, trutas, solhos, bizugos, cações, rodolhavos, gorazes, linguados, azevias;
  • Carne de baleia e toninha;
  • Mariscos: ostras, ameijoa e berbigão;
  • Crustáceos (lagostas, e caranguejos).
  • Servido à mesa real frito ou em empadas;
  • Sertãs para frigir; alqueires de farinha para polme ou massa de empadas; Adubos (temperos) laranjas, salsa, azeite, vinagre;
  • As empadas não eram feitas na cozinha real, mas sim por uma padeira.
  • Peixe fresco, seco (ao sol - facilita transporte e armazenagem), salgado ou defumado.


Bibliografia: Marques, A.H. de Oliveira - A Sociedade Medieval Portuguesa, Sá da Costa Editora; Seidak, Sara – A alimentação e a culinária medieval – workshop Óbidos, 2 de Maio de 2010, in site do Mercado Medieval de Óbidos.  

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