- Alimentação Pobre
- Quantidade em vez de qualidade
- Deficiente em vitamina D, A e C (débil resistência às infecções, doenças do fígado, dos rins e dos olhos, escorbuto).
- Baseada em alimentos frescos – A primavera e o verão traziam a qualidade e a quantidade que outras estações não tinham.
- Os alimentos quando não consumidos frescos eram conservados através
de:
- Fumeiro
- Salga
- Vinagre
- Cristalização
- Seca ao sol
- Cozinhados em pastas,
marmeladas e doces.
- Colocados em mostarda
e outras especiarias ou azeite (incluindo a fruta, os legumes, a carne, o
peixe, os produtos lácteos, os ovos, as nozes).
- Alternância entre dias magros e excessos absurdos!
Refeições
- Jantar: 10 e 11h da manhã no séc. XIV, 8 e 9h nos séc. anteriores; (3 pratos, sem contar sopas, acompanhamentos ou sobremesas - Rei, nobreza e alto-clero).
- Ceia: 6 ou 7 horas da tarde (2 pratos).
Base - Carne
- Carnes gordas (vaca, porco, carneiro, cabrito).
- Caça (gamo, zebro, cervo, lebre, urso; aves: perdiz, abetarda, gru, pato bravo, cerceta, garça, maçarico, fuselo, sisão, galeirão, calhandra, etc).
- Criação (galinhas, patos, gansos, pombos, pavões, faisões, rolas, coelhos).
- Boa parte dos pagamentos que o vilão era obrigado a fazer ao seu senhor era feita em caça e criação.
- O Senhor recebia tanta carne que uma lei de 1340 lhe proibia de comprar carne no mercado.
- Enchidos Vários (chouriços, linguiças, etc.)
- A forma mais frequente de cozinhar carne era assá-la no espeto(Assado).
- Cozido (carne cozida)
- Desfeito (carne picada)
- Estufado (carne estufada)
- Badulaque (espécie de caldeirada de carneiro).
Peixe
- Base da alimentação, especialmente nas classes menos abastadas.
- 68 dias no ano de abstinência de carne para todos os Católicos -Nada de carne, ovos, queijos, manteiga, banha, vinho e até peixe gordo! Substituídos por mariscos ou peixes pequenos, fruta e ervilhas;
- Pescada, sardinha, congros, sáveis, salmonelas e lampreias;
- Ruivos, pargos, atuns, trutas, solhos, bizugos, cações, rodolhavos, gorazes, linguados, azevias;
- Carne de baleia e toninha;
- Mariscos: ostras, ameijoa e berbigão;
- Crustáceos (lagostas, e caranguejos).
- Servido à mesa real frito ou em empadas;
- Sertãs para frigir; alqueires de farinha para polme ou massa de empadas; Adubos (temperos) laranjas, salsa, azeite, vinagre;
- As empadas não eram feitas na cozinha real, mas sim por uma padeira.
- Peixe fresco, seco (ao sol - facilita transporte e armazenagem), salgado ou defumado.
Bibliografia: Marques, A.H. de Oliveira - A Sociedade Medieval Portuguesa, Sá da Costa Editora; Seidak, Sara – A alimentação e a culinária medieval – workshop Óbidos, 2 de Maio de 2010, in site do Mercado Medieval de Óbidos.
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