Três séculos de Portugal Medieval
- Florestas e Brenhas cobriam grande parte do país - Refúgio de feras e animais bravios.
- População escassa: 1 milhão de habitantes distribuídos irregularmente de norte a sul ( subidas e descidas ao longo dos séculos - peste, etc.)
- Até à linha do Tejo não existiam cidades ( excepto Braga, Guimarães, Porto, Coimbra e Guarda
- Grandes núcleos de habitantes no sul ( Tradições Romana e Islâmica): Leiria, Santarém, Tomar, Torres Vedras, Lisboa (aonde se foram fixando a corte e a administração pública - Em finais do séc. XIX, tinha 3 x mais habitantes), Almada, Setúbal, Estremoz, Elvas, Olivença, Évora, Beja, Mértola.
- Comunicações escassas e assentes quase exclusivamente nas condições do solo (certas aldeias e distritos viviam vida aparte).
- Propósitos localistas e espírito de bairro animava todos os municípios (travava surto de consciência nacional).
Agricultura - Principal meio de subsistência: Trilogia do lavrador (Cereais, Vinho, Azeite).
- Exportava-se quase somente vinho, porque os outros mal davam para alimentar a população.
- Zonas Litorais: Pesca e Sal(mercadores Lisboetas, Setubalenses ou Aveirenses exportavam para países nórdicos).
- Algarve: Venda de frutos secos, figos, uvas, amêndoas para a Flandres e Inglaterra.
- Não existia Indústria.
- Artesanato reduzido e confinado a necessidades de consumo (vestuário, calçado, objectos de ferro, madeira e barro, alfaias domésticas e agrícolas).
- Bons tecidos importados da Flandres e Itália e também armaduras, munições e muitos outros.
- Ao estrangeiro interessava também: Couros e Grã (pequeno crepúsculo vermelho que crescia nas cascas dos carvalhos - Precioso para fabricar tinta para tecidos ricos e caros).
Bibliografia: Marques, A.H. de Oliveira - A Sociedade Medieval Portuguesa, Sá da Costa Editora
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