Notes on Medieval History and Others

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Parte 3 - A Afirmação do Cristianismo no Mundo Bárbaro

  • Foi com o Imperador Constantino que o Cristianismo atingiu o estatuto de religião oficial do Império Romano, o que possibilitou à Igreja Católica um aumento do número de fieis.
  • As invasões germânicas e todo o processo de desagregação do Império Romano resultaram num ambiente de insegurança que fez nascer, nas populações, a ideia de que a igreja era a única instituição capaz de lhes dar segurança.
  • Esta mantinha-se organizada e surgia nos olhos dos povos invasores como uma autoridade firme.
  • A Igreja assume assim a tarefa de evangelizar os povos bárbaros e instaurar a paz.

  • Esta função só foi possível graças à eficácia de uma hierarquia encabeçada pelo Papa, o chefe espiritual da Igreja Católica, que desempenhava o papel de Bispo de Roma.
  • Dele dependia o Arcebispo, que o representava nas várias províncias. Seguiam-se nesta hierarquia os membros do clero secular (Bispos e Párocos), que viviam junto das populações socorrendo-as e apoiando a sua defesa, e o clero regular (Abades e Monges), que a partir dos mosteiros prestavam auxílio médico e alimentar aos mais necessitados.
  • Alto Clero: Abades e Bispos
  • Baixo Clero: Monges e Párocos
  • Em resultado de um grande esforço colectivo, em finais do séc.V, uma grande parte dos reinos germânicos estava convertido ao Cristianismo.
  • Outra consequência do ambiente agitado, foi a difusão dos mosteiros, um pouco por toda a Europa.
  • Em finais do séc. VI, este movimento (monaquismo), foi fortemente apoiado pelo Papa Gregório, o Grande;
  • Mas um dos grandes impulsionadores do clero regular foi S.Bento de Núrsia, fundador da Ordem dos Beneditinos.
  • As ordens religiosas eram comunidades de monges que viviam nos mosteiros e que obedeciam à mesma regra. Os Beneditinos, por ex. consideravam que os membros da sua ordem deviam dedicar-se a tempo inteiro à oração, ao estudo e aos trabalhos manuais.
  • Os mosteiros, que se desenvolveram sobretudo nas zonas rurais, eram locais capazes de proporcionar refúgio às populações mas funcionavam também como centros agrícolas e culturais.
  • No seu interior desenvolviam-se inúmeras actividades, como a agricultura, o ensino, a cópia de livros antigos e a reflexão filosófica e teológica.
  • Em Portugal existem mosteiros beneditinos como os de Lorvão e de Tibães.
  • O monaquismo foi um factor de unidade da Europa: difundiu a fé cristã e expandiu a cultura e o latim.

Bibliografia: Cyrne, Joana e Henriques, Marília - Cadernos de História 7 - Partes 3 e 4, Areal Editores

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