Notes on Medieval History and Others

domingo, 30 de novembro de 2008

Capítulo I - Alimentação: Parte 2

Hortaliças e Legumes

  • Não era muito apreciadas nas classes superiores;
  • O povo fazia basto uso das couves (couve comum, couve-flor, couve murciana, couve tronchuda);
  • Feijões e favas (muito usados no mundo islâmico);
  • Ervilhas, lentilhas, grãos de bico, pícaros (sucedâneos ou complementos do pão);
  • Quando escasseavam os cereais no reino (frequente em meados do séc. XIV), importavam--se favas (moídas para fazer farinha ou cozinhadas) do estrangeiro para ocorrer à penúria;
  • No interior, beirões e transmontanos tinham castanha e durante metade do ano comiam-na em vez de pão;
  • Cogumelos,cenouras, nabos, espargos, brócolos, alfaces, pepinos, rabanetes, rábanos e outros produtos hortícolas consumiam-se da mesma forma;
  • Já se fazia “tempura”: Carne, peixe e verduras passados em massa fina de farinha e água e fritos.      

Especiarias
  • Culinária requintada nas casas ricas: ervas de cheiro (coentros, salsa, hortelã) e sumos (limão e agraço), vinagre, cebola e pinhões;
  • Refogado de cebola e azeite;
  • Séc. XII a XV: Diversas especiarias eram conhecidas e aplicadas - Importadas do Oriente;
  • Consumo de algumas drogas na casa real desde fins do séc. XII;
  • Açúcar com as variedades açúcar rosado e açúcar de Alexandria: Valia 50 x mais o preço do mel!
  • Comprava-se pimenta (muito usada, mas rara), gengibre e outras especiarias difíceis de identificar hoje;
  • Usava-se muito azeite e manteiga, toucinho e banha e em certos casos gordura de vaca;
  • Sal - Tempero básico e essencial à conservação de alimentos;
  • Jardim era parte obrigatória da cozinha: plantavam-se ervas aromáticas, etc. 




Bibliografia: Marques, A.H. de Oliveira - A Sociedade Medieval Portuguesa, Sá da Costa Editora;  Seidak, Sara – A alimentação e a culinária medieval – workshop Óbidos, 2 de Maio de 2010, in site do Mercado Medieval de Óbidos. 
 

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