Notes on Medieval History and Others

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Parte 6 - A Sociedade Senhorial (continuação2)

A Influência da Aristocracia Guerreira

  • O prestígio da nobreza aumentou muito durante o período das grandes invasões.
  • Os seus castelos eram o refúgio das populações assustadas e a sua função era proteger estas dos ataques dos invasores, já que os monarcas, enfraquecidos pelas lutas, pouco podiam fazer por elas.
  • Possuíam grandes propriedades, à semelhança do clero.
  • A sua riqueza podia ser herdada dos seus antepassados ou concedida como um benefício pelos serviços prestados ao rei, a quem estes nobres tinham obrigação de ajudar em caso de guerra.
  • A capacidade guerreira destes aristocratas dava-lhes grande prestígio e influência junto do rei. Por isso alguns desempenhavam cargos importantes na administração central.
  • Privilégios:
  1. Não pagavam impostos;
  2. Tal como o Clero também eram julgados em tribunais próprios;
  3. Cobravam impostos e outros serviços ao povo;
  4. Tinham o direito quase exclusivo de usar armas e possuir cavalo;
  5. Aplicavam a justiça nos seus domínios;
Homens Livres e Servos - A Dependência dos Camponeses
  • Eram a maioria da população;
  • Os camponeses viviam e trabalhavam nos domínios senhoriais, dependentes de senhores nobres ou eclesiásticos;
  • Pagavam pela terra que exploravam e outras rendas e serviços (corveias);
  • Existiam camponeses livres, também chamados colonos ou vilãos, e os não livres ou servos;
  • Estes últimos trabalhavam na reserva e serviam nos castelos ou nos mosteiros, não podendo sair do domínio senhorial ou casar sem autorização do senhor;
  • Tanto os colonos como os servos eram constantemente vigiados e controlados por capatazes ao serviço dos nobres;
  • Se não pagassem os impostos exigidos, se roubassem ou se caçassem sem autorização, eram vítimas de castigos humilhantes e presos;
  • Habitavam cabanas simples com telhados de colmo e a sua alimentação era à base de pão de centeio;
  • Apesar de se dedicarem também à pastorícia, os animais não lhes pertenciam, e por isso raramente comiam carne.

Bibliografia: Cyrne, Joana e Henriques, Marília - Cadernos de História 7 - Partes 3 e 4, Areal Editores

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