- A tradição atribui a D.Afonso Henriques extraordinária robustez de certo modo confirmada pelo peso da sua espada, que os guerreiros do seu tempo manejavam com ambas as mãos;
- A sua saúde, durante os primeiros anos da sua infância, foi muito precária, por algum tempo, um defeito qualquer nos membros inferiores o ameaçava de ficar coxo; Mas os cuidados de seus devotados aios Egas Moniz e Teresa Afonso salvaram-no por milagre, segundo rezam as crónicas;
- Aos 14, 15 anos era um rapaz forte e apto a manejar aquelas armas de que viria a fazer uso temível e quase permanente;
- Podemos tentar traçar um retrato a partir da sua descendência (tal como quase todos os barões e fidalgos da mais alta estirpe) de rudes barões germanos e escandinavos, seria pois de elevada estatura, tom de pele claro, olhos azuis ou verdes e barba ruiva de tons avermelhados;
- Os seus recursos achavam-se de harmonia com a modéstia geral da Idade Média e do território de que era soberano;
- Não tinha residência fixa, à semelhança de todos os monarcas medievais. Habitava temporariamente aqui ou acolá: Coimbra, Guimarães, Leiria ou Santarém, devido à necessidade de firmar a sua soberania, exercendo justiça, atendendo reclamações dos nobres e fieis vassalos, instituições eclesiásticas e assembleias populares dos concelhos;
- A residência do rei não tinha o luxo e a sumptuosidade da renascença;
- Em volta do rei não havia uma legião de lacaios como no Renascimento, mas apenas os servidores imprescindíveis: um ou outro aio que o ajudava a vestir o equipamento de guerra; um mordomo que administrava e dirigia os servidores da casa; conselheiros com que deliberava sobre política e por meio dos quais administrava a justiça; O escrivão da puridade que redigia em latim bárbaro e arquivava os documentos oficiais, e um chanceler que vigiava a economia e guardava o tesouro real, que se confundia com o tesouro do país;
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